12 de novembro de 2010

retalhos

Eu sempre desejei que você fosse sincero, não só você, mas também suas palavras, seu olhar e seu sentimento. Eu sempre desejei que eu pudesse ser o seu grande amor, que eu fosse a imagem que vem em sua mente segundos antes de dormir, que fosse de mim que você sentisse saudades, mas não é assim.  Eu não sei em quem você pensa, eu não sei de quem você sente saudades e também não sei quem é que você desejaria que estivesse ao seu lado, para ser seu mais raro e sincero amor.  Isso me dói muito, e não é uma dor passageira, que vem em momentos de carência, e na calada da noite.  Isso me dói sempre, ao olhar uma foto, num momento de silêncio, ao ouvir uma música. No silêncio da noite, te desejo aqui. Numa tarde fria, gostaria de um abraço. Num dia comum, desejo teu olhar, em toda minha vida: desejo você. Eu queria que entre nós houvesse paixão, carinho, juras sinceras, planos, sonhos, mas só há retalhos, retalhos que eu insisto em juntar, apenas retalhos de sentimentos.