4 de abril de 2016

Ame enquanto ainda existe amor.


Ofereça abraços enquanto houver braços. Diga o que sente, olhe nos olhos, dê meia volta ou dois passos a diante, coma chocolate, atenda a ligação, se permita beber desse copo até a última gota. Se espera que o amanhã escancare as portas com promessas de novas tentativas, mas a certeza delas, a gente não tem.
O amor infarta em questão de segundos. Quando se vê já sucumbiu ás artérias entupidas de tanta palavra não dita, de tanto arrependimento engasgado, de tanta pirraça que virou pedra no silêncio do tempo.
Tempo. Nunca se sabe quanto a ampulheta do destino nos oferece ainda. Proposta melhores de emprego, intercâmbio, reencontros, coincidências (?), aquela mensagem que te leva pro bar ao invés de casa. O caminho cheio de imprevistos. Não espere uma reviravolta do universo para colocar o coração no seu devido lugar. Ame primeiro e pense depois. Devaneios brotam até quando se está distraído... Oportunidades são como os pássaros, e é preciso aproveitar o vôo. Se o momento da migração chegar, o amor vai... E a gente, fica. Entende?