24 de abril de 2015

Sobre uma noite não muito boa

Uma da madrugada. Muita chuva. Muito trovão (já disse que tenho medo de trovão?). Não sei se o sono sumiu, ou se foi o medo que assustou ele. Mais é nessas horas que mais se pensa nas dúvidas que o dia trouxe.  Nessas horas se pensa no coração que está apertado, no nome que não sai da sua cabeça. Mais se pensa também na dor que está lá fundo, e na lágrima que insisti em aparecer pelo canto dos olhos. O que de fato importa? Será que o que te importa é importante pra pessoa que está com você? O sentimento quando é ferido, independente da gravidade do ferimento, deixa cicatrizes. Algumas, bonitinhas, que até achamos graça quando contamos as histórias delas. Outras, feias, que só de lembrar do assunto, parece que a dor que sentiu volta a pulsar por todas as veias do seu corpo. E o que fazer pra curar essa dor? E o que fazer pra amenizar a cicatriz? O esquecimento muitas vezes é usado, mais ele não é amigo de todos. O perdão é falado a todo momento, mais muitas vezes é mas fácil  só falar dele mesmo. Uma e pouco da madrugada, muita chuva, muitos trovões, muito medo, muita insônia, muitas lágrimas, muita dor.