5 de março de 2015

A questão agora é restaurar a calmaria. Se acomodar no que já é meu, ajeitar meu espaço e ser livre pra construir alguns sorrisos novos. Controlar os olhos que se enchem de d'água para que não caia a imagem de menina forte. Deixar a brisa tocar o rosto e ver que sem um pingo de esforço se pode ser feliz. Rasgar todas as listas. Não esperar pelo incerto, não se acomodar com certezas e principalmente não mas alimentar expectativas. Não se frustar a toa, não ficar remoendo o passado como se ele fosse me assombrar. Não criar medos, nem roteiros, apenas viver no cenário onde tenho o direito de escolha, de mudar de posição e prioridade. Imaginar um cena onde serei capaz de acreditar e desacreditar. Não carregar mais pesos nem pessoas. Se desapegar do costume de pensar que dependo delas. E não se desesperar se o céu escurecer no meio do dia, ele sempre fica mais bonito depois que a tempestade passa (aproveitar, deitar, dormir, e tirar o sono da beleza).