Ah... se não fossem as minhas vontades, os impulsos e as
minhas entregas não seria eu mesma. Se não fosse o meu medo, os sustos da vida
e as cartas não escritas, não seria eu mesma. Eu não seria eu sem minhas crises
existências infindáveis, as madrugadas de insônia.
Eu definitivamente não seria eu se não tivesse amado por
oito anos o mesmo cara, se não tivesse quebrado com ele, a cara e não tivesse
visto que todo o sacrifico vale a pena. Eu não seria eu se não tivesse
entendido que o amor vem de uma fonte que não para. Sem o caminha que minha mão
traçou pra mim, os olhos zelosos das minhas tias, as implicâncias dos meus
primos e até as desalegrias de família. Eu não seria sem os amigos que amo (eles
me amando ou não), sem a vontade de me surpreender a cada dia. Eu não seria eu
se não pudesse conjugar pra eu, tu e eles, o tal verbo ‘amar’.
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