11 de setembro de 2013

Eu não seria eu

Ah... se não fossem as minhas vontades, os impulsos e as minhas entregas não seria eu mesma. Se não fosse o meu medo, os sustos da vida e as cartas não escritas, não seria eu mesma. Eu não seria eu sem minhas crises existências infindáveis, as madrugadas de insônia.

Eu definitivamente não seria eu se não tivesse amado por oito anos o mesmo cara, se não tivesse quebrado com ele, a cara e não tivesse visto que todo o sacrifico vale a pena. Eu não seria eu se não tivesse entendido que o amor vem de uma fonte que não para. Sem o caminha que minha mão traçou pra mim, os olhos zelosos das minhas tias, as implicâncias dos meus primos e até as desalegrias de família. Eu não seria sem os amigos que amo (eles me amando ou não), sem a vontade de me surpreender a cada dia. Eu não seria eu se não pudesse conjugar pra eu, tu e eles, o tal verbo ‘amar’.