23 de julho de 2013

A gente briga,

se bate, se arranha, a gente se machuca. Vivemos em pé de guerra, lutamos um contra o excesso do outro. Ele e o desleixo total, eu e o meu ciúme possessivo. Não é ausência de amor sabe, é amor na medida, eu sou pacífica demais, sem a hora certa de dar e receber. Às vezes eu peco com um excesso também, ok, ninguém é perfeito. Ele e o lado turrão, e às vezes meio bruto. Uma flor por dentro, um poço de orgulho por fora. Ninguém ama mais que o outro, nos amamos exatamente iguais, mas ele peca no achismo, ele acha demais, sempre. O verdadeiro dono das conclusões mais precipitadas. O fato é que a gente se ama, um amor meio desengonçado, mas a gente sabe. E na ânsia de acertar a gente acaba errando, e exagerando nas doses de novo. O amor é uma questão de interpretação, eu deposito todo o meu amor conforme eu vejo, mas nem sempre basta. Ele me ama assim mesmo, exageradamente, dramaticamente, e eu me acostumei, aprendi que quando a gente ama, a gente aprende a conviver com os exageros, defeitos e excessos do outro, aprendi depois que ele começou a insistir na teoria de que o amor é esse excesso sem causa mesmo, o amor é excessivo, é um gostar multiplicado mil vezes. Um clássico "Romeu & Julieta", repleto de drama, choros, aquele romance intenso. A gente ama do nosso jeito, eu mais excessiva e realista, ele todo seguro e orgulhoso. Cheio de defeitos, mas sem nenhuma incerteza a gente sabe que é amor, e no fundo somos complemente apaixonados um pelo outro.