22 de dezembro de 2012

Faz de conta que acontece


Ai eu me pego numa sexta a noite sentindo saudade do que não existiu ou me corroendo por aquela ida à aquele lugar que morreu antes de eu sair de casa. Será que demora muito pra esse nó no peito passar?
Preferia tá falando de fatos concretos, de um relacionamento matemático, desses que nós ja sabemos o final, daquele tipo que não surpreende. Dois mais dois igual a quatro e ninguém pode contestar. Início, meio e fim. Ponto final. Não tenho mais o que pensar ou deixar doer. Só que não. Parece que na minha vida, essas histórias são sempre um tipo de faz de conta que acontece. Só que sem o brilho do vestido da Cinderela sabe? É apenas um faz de conta que se apaixonou. Faz de conta que se amaram de verdade. Faz de conta que ele sente saudade. Faz de conta que existe uma grande justificativa pra ele não deixar NADA ACONTECER!