2 de janeiro de 2011

Primeiro Domingo do Ano

Ele nunca tinha ido pra missa de manhã, muito menos naquela mesma igreja que eu. Mais naquela manhã quando eu entrei na Paróquia a primeira pessoa que dei de frente, foi exatamente a pessoa que não queria ver. Procurei sentar o mais longe possivel, e esquecer que ali ele se encontrava. Mais no final da celebração quando dei por mim ele estava bem atrás de onde estava. 


- Ei,precisamos conversar. Ele me chamou. 
- Não, não precisamos. Eu tentei evitar e fugir, mais ele segurou no meu braço.
- Você mudou tanto! Isso por acaso têm á ver com o que vivemos? 
- Não, é claro que não. Por que essa pergunta agora? 
- Ah, sabe como é, tivemos uma história juntos, significou alguma coisa pra você concerteza, como significou pra mim. Ele me encarou com seus olhos semi-cerrados, como se nao fosse uma afirmativa e sim uma indagação. 
- É claro que significou, eu caí em uma cilada, não segui minha intuição que dizia para não me envolver com você e me ferrei. Ele arregalou os olhos com expressão de susto. É, me ferrei, por que você não passa de um idiota, falso e mentiroso. O que tivemos significou sim, foi um dos meus maiores erros, e só serviu pra uma coisa. Com muita raiva virei de costa, e ele voltou a segurar meu braço.
- Eu servi pra quê? Não vai me dizer? 
- Serviu pra minha mudança, você foi o soco na cara que eu precisava pra despertar da ilusão que tava tendo, você foi a cilada que eu caí, o erro que cometi para aprender á crescer e colocar os pés no chão. Fora isso, você só faz parte de lembranças que quero esquecer. Eu nunca estive tão firme e certa que do que queria.
- Se isso fosse verdade eu não te afetaria tanto quanto estou te afetando, suas mãos ainda tremem quando estão perto de mim, e você ainda fica nervosa quando me vê. 

Isso foi a gota d'água, quem ele pensava que era? 
- Isso realmente foi verdade um dia, o que não é, hoje eu sei quem você é, sei quem você é debaixo de toda essa capa de bom moço. Eu mudei, e até você que nunca foi de perceber meus detalhes, percebeu. Então, já conversamos o que tínhamos que conversar, isso é tudo, e não dirija  mais a palavra a mim, se não quiser passar uma vergonha. Você pra mim, morreu. 

Eu sai dali muito assustada com sua tranquilidade que me tomava naquele momento. Naquela hora, eu tive a certeza que ele não me afetava mais, e que os vestígios do que viveram já não a atormentam mais, por que eu mudei, e não foi por ele, eu mudei por que precisava mudar. E enquanto voltava pra casa, somente uma coisa tomava minha mente... de como meu namorado me fazia um bem imenso e que não trocaria ele por nada, muito menos ninguém! Que ele sim, é o homem da minha vida!